Cara Febea,
“Per ottenere amore tragico ci vuole astuzia. Ma sono appunto gli imcapace de astuzia che hanno sete di amore trágico.”
“Cesare Pavese 23/febbrairo de 1938. “Il mestiere di vivere.”
De tudo que vem de você, permanece em mim uma vontade de sorrir. De todos os seus sorrisos, permanece em mim a sua tristeza. De todos os seus enganos, guardo o seu desejo de acertar. De todos os seus acertos, imagino a indiferença dos outros em não reconhecê-los. Imagino também a incapacidade deles para julgar o engano e elogiar o acerto. Nem num nem outro é passível de julgamento. Você é que percebe o que reflete nos olhos dos outros! Quando enganas, sei que queres buscar a verdade. Para mim isso é suficiente. Quando dizes a verdade, não lhe creem É o preço que o mundo oferece. Me sinto capaz de distingui-los em silêncio. Quando encontrar o desespero, pensas na tua tristeza, nos teus enganos, na indiferença dos outros, nas mentiras do mundo, nas verdades buscadas. Corres o perigo de viver neste círculo desumano, para concluir que, talvez, nada vale a pena. É preciso que tu olhes que os sãos de corpo e espírito amam para depois errar e se desesperar mais tarde, porque se recordam que um dia foram puros de espírito.
Daqueles que já erraram e voltam a receber, um dia, a luz do sol, ou uma gota de chuva, não têm mais medo do erro, nem a recordação de um dia havê-los cometido. O mundo pode agora surgir com sua bela singeleza. As flores têm agora o perfume original de sua castidade. A vida é um contínuo chegar de esperanças.
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